Cassini inicia órbitas finais em torno de Saturno, e prepara sua despedida

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Na próxima semana, a nave espacial Cassini inicia uma série de cinco passagens pela órbita de Saturno marcando o fim da missão. O grand finale vai permitir aos cientistas entender um pouco mais sobre a atmosfera superior do segundo maior planeta do Sistema Solar.

Representação artística mostra Cassini e os preparativos para os cinco mergulhos finais pela atmosfera superior de Saturno, entre agosto e setembro de 2017
Representação artística mostra Cassini e os preparativos para os cinco mergulhos finais pela atmosfera superior de Saturno, entre agosto e setembro de 2017 (Foto: Nasa/JPL-Caltech)

Nos ‘rasantes’, que começam na manhã de segunda-feira (14), a Cassini chegará a cerca de 1,63 mil e 1,71 mil km acima das nuvens de Saturno. Os cientistas esperam que a nave encontre uma atmosfera suficientemente densa para permitir o uso de seus propulsores para manter a estabilidade.


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A experiência em Titã, um das mais de 60 luas de Saturno, que tem sua própria atmosfera densa, foi um teste para a etapa final da missão, segundo explica Earl Maize, gerente de projeto do Laboratório de Propulsão à Jato (JPL) da Nasa, a agência espacial americana.

Graças à nossa experiência passada, a equipe confia em entender como a nave espacial se comportará nas densidades atmosféricas que nossos modelos preveem

A equipe acredita que, na primeira passagem, os propulsores devem operar entre 10% e 60% de suas capacidades. Se deles forem exigidos mais força, significa que a atmosfera superior de Saturno é mais densa que os modelos preveem, e os engenheiros terão que aumentar a altitude das próximas órbitas.


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Se a manobra não for necessária, e a atmosfera for menos densa do que o esperado, os engenheiros vão poder, durante as três primeiras passagens, diminuir a altitude de aproximação, o que permitiria os instrumentos científicos da Cassini, especialmente o espectrômetro de massa de íons e neutros (INMS, na sigla em inglês), obter dados mais precisos sobre a atmosfera de Saturno, ainda mais próximos das nuvens do planeta, como destaca a cientista do projeto Cassini na JPL, Linda Spilker.

Ao fazer esses cinco mergulhos em Saturno, seguido de seu mergulho final, a Cassini se tornará a primeira sonda atmosférica de Saturno. Já foi um objetivo na exploração planetária enviar uma sondagem dedicada à atmosfera de Saturno, e estamos criando as bases para a exploração futura com esta primeira incursão

Outros instrumentos da nave farão observações detalhadas e de alta resolução das auroras de Saturno, temperatura e vórtices nos polos do planeta.

Já em setembro de 2017, um encontro com Titã permitirá uma manobra gravitacional que jogará a nave em um mergulho final no planeta. No dia 15, todos os sete instrumentos científicos da Cassini deverão ser ativados, enviando dados em tempo quase real.

Na última órbita, seus propulsores não vão poder mais trabalhar contra o impulso da atmosfera de Saturno. Assim como um meteoro, a nave espacial termina sua impressionante jornada, iniciada em outubro de 1997, com o lançamento do orbitador. Desde 2004, com o início da operação já em órbita, a missão ajuda os cientistas a estudar o excêntrico planeta.

A missão Cassini-Huygens é um projeto cooperativo das agências espaciais americana (Nasa), européia (ESA) e italiana (ASI).

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Jornalista graduado (DRT-MA nº 1.139), com ênfase em produção de conteúdo para web, edição de fotos e vídeos e desenvolvimento de infográficos; com passagem pelas redações do Imirante.com e G1 Maranhão; e vencedor de duas etapas estaduais do Prêmio Sebrae de Jornalismo, categoria Webjornalismo

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